The Hidden Corniche

Poesia da R Hoi, con fotografia da L Tamino, X Lim et al – Poesie par R Hoi avec photographie de L Tamino, X Lim, et al – Poetry by R Hoi with photography by L Tamino, X Lim et al

Category: Poema (pt)

A Velhice (Notte da Pioggia)

 Noites quietas ;
Chuvas quietas ;
E o murmurar dum trovão distante
Podem reduzir distanças e quebrar o tempo
 Que pois seja possível saltar
 Do Kuala Lumpur a Manchester
 Para seguir
Um sonho de cabelo loiro ;

 Meditando sobre
Cada gota de chuva no passado pretissimo,
 A tua recompensa
 É uma futilidade velha.

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Fotografia por / fotografia da: XA Lim

Queste notti tranquille;
E le loro pioggie tranquille;
Coi murmuri distanti di un tuono
Potrebbero ridurre tutte le distanze e rompere il tempo
Che poi sarà possibile saltare
Da Kuala Lumpur a Manchester
Per seguire
Un sogno da capelli biondi —

— meditando su
Ogni goccia di pioggia
Da questa storia oscurissima,
Ti riguadagna
Con un’antica futilità.

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© 2015 Renato Hoi. Todos os deireitos reservados. Tutti i diritti riservati. Renatus Hoi. All Rights Reserved.

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O Árvore do Esquecimento

talvez na vastidão da Lemuria
encontraremos o Árvore do Esquecimento,
talvez ao centro do Jardim do Éden
está ele, e entre seus ramos
  cada folha dele
  faz uma espada
  sobre a que morrem
  o amor, o odeio
e a vergonha que tragam à nossa vida.

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Fotografia por: YT Aaliya

guarde como ele vai florescer,
  o Árvore do Esquecimento,
  na neve, e no gelo da tua desolação ;
vê como ele alimenta-se
  pelas águas amarelas
  e pelo pó de incenso, para conquistar
no final
a Morte então
com a fragrança do jasmim
e a nobilidade do loto
que poderá soltar
um coração corrompendo-se
por sete anos de remorso e velhos amores
ao cair da noite,
que o esquecimento
chegue à hora da tua redenção

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Fotografia por: Jayna Valen

talvez ainda perpetua-se
  o árvore do esquecimento
  sobre os planos e os picos das nossas lagrimas
mas pode ser que
  alguem já o tem cortado
  para fazer uma barca
  entre dez mil ondas de vinho

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© 2015 Renato Hoi. Todos os direitos reservados. Renatus Hoi. All Rights Reserved.

A Colheita

Fotografia da: YT Aaliya

Fotografia por: YT Aaliya

Fotografia por: Lúcio Tamino

Quem semeia num campo das esperanças seus sonhos
não pode esperar uma boa safra do amor,
porque, nesta vida
há mais ratos,
 mais pássaros,
 mais borboletas,
 mais tempestades
 do que há dos camponeses ;

 pense nisso ;
Milhares de homens
gabam-se de ter colhidas
toneladas do arroz, do trigo e dos feijões
 e agora
vão gabar-se de colher mais no futuro
 então eles nunca entendem
 por que pobre diabo
 não pode crescer-se um amor.

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O Coração Não Tem Sete Anos.

Fotografia por: Lúcio Tamino

Já por nós
têm passados setes anos
de tudo
a mortificação
e o desespero ;

Já para cada noite nestes sete anos,
Chorei ao que o tempo
não espera jamais
morrei, e eu murchei-mim
para os projeitos da raça mortal ;
Futéis ao saber do que
Um coração
não podria ter mais de sete anos,
que não basta o amor
Para ter, em nós
todas as areias destes desertos.

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© 2014 Renato Hoi. Tutti diritti riservati. Renatus Hoi. All Rights Reserved.

Poetas

Fotografia por: Lúcio Tamino

nós poeticos
temos nossas mentes
retidas
em nossos porões
onde destilamos as visões e fantasmas dos viventes
demasiados potentes pelo questo mundo ;
  cada poeta
caminha numa fuga
embruxada num sonho de cabelos loiros ;
  demasiados entre nós têm uma cegueira,
depois de ter bebido
uma dose preparada
com as aguas das Fontes Amarelas —
ó dona,
  que tu me sintas !
  quantos foram perdidos,
pelo seguir uma alquimia proibida
para fazer um grande amor
entre as dunas do deserto ?
  quantos foram mortos,
por causa dum grande desejo
pelas coisas que nem foram e nem serão para nós ?
  quantos transformam-se em sal
para a doçura dum amor
que eles julgavam santo ?

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“Dum pássaro morto a Manchester”

Fotografia por: Lúcio Tamino

Fotografia por: Lúcio Tamino

feche todas as portas com o teu cabelo,
esconde este sol entre os teus seios,
e va reclamar de nova os reis ancestrais
da nossa antiguidade perfumada
com as suas palavras de diletante :
porque, como é agora, o ar também,
que uma vez, cócegava nossos peitos com o desejo,
  não abençoara-nós mais, nem das asas
  de justiça e equidade,
  nem desde as penas de pássaros mortos.

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